No mundo globalizado, não é sábio dissociar tecnologia e informação, que se nutrem e permeiam todas as relações. Essas relações, na atualidade, têm ganhado características específicas, cuja principal marca é a impessoalidade, o que é um paradoxo, dado que o ser humano é um indivíduo social e necessita do contato com outrem para se manter e para se perpetuar. Porém, o que temos visto é que cada vez mais os espaços para a interação humana têm deixado de ser os convencionais para serem o do mundo virtual, obstruídos pelas finas telas de LCD dos mais variados tipos de mecanismos.
Hoje é comum falar em namoro virtual, em que o contato deixa de ser o da pele e dos sentidos, atuando para criar um clima favorável ao amor, à sedução. Agora, a palavra ganhou uma nova acepção, que define o nome de alguém que está incluído em uma lista de pessoas a serem seguidas nos sites de redes sociais e a interagirem, falando de seus gostos, anseios, trocando mensagens instantâneas ou interagindo em jogos virtuais. Até os relacionamentos entre pais e filhos têm sofrido com essas mudanças, o que causa preocupação, pois o bom relacionamento familiar é fundamental para formar pessoas emocionalmente fortes, equilibradas e saudáveis, além de ser determinante para preparar o indivíduo para viver em sociedade.
A tecnologia tem facilitado muito a vida das pessoas, mas, em contrapartida, está fazendo com que elas deixem de praticar aquilo que as diferencia dos demais seres: relacionar-se socialmente e fazer disso uma forma de evoluir como indivíduo.
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